A seleção feminina cabo-verdiana de futebol de praia terminou a sua participação nos  jogos mundiais de praia, no Qatar, competição que foi ganha pela Espanha.

Cabo Verde tinha ficado no Grupo A onde defrontou o Brasil (perdeu por 7-2), a Espanha (perdeu por 10-2) e o México (perdeu por 7-6). O combinado nacional marcou 10 golos e sofreu 24 na sua primeira participação numa competição internacional, numa seleção que foi formada neste ano.

A guarda-redes Jacinta Rodrigues foi a primeira cabo-verdiana a marcar nesta competição, no encontro frente ao Brasil. Alias, o golo da Jacinta foi o primeiro golo da competição.

As jogadoras Vanda Graça (três golos), Jocilene Martins (dois golos), Kellissa Fortes, Ruth Duarte e Rosângela Lima também fizeram o gosto ao pé.

A selecionadora Silvera Nédio fez uma avaliação positiva nesta primeira participação de Cabo Verde, onde começa por dizer que a equipa foi bem recebida com pessoas sempre a perguntar sobre Cabo Verde.

“Aprendemos muito à nível organização, competição, deslocações, planeamento e sobretudo no plano: convívio, cultura, aprender com os chamados Grandes”.

“O jogo frente ao Brasil entramos com garra e determinação e vontade de mostrar, mas perdemos o jogo, mas não perdemos a nossa força e dignidade e ainda saímos enriquecidas”, esclareceu Silveria Nédio sobre o primeiro jogo.

“Frente a Espanha entramos atrevidas, onde até marcamos primeiro, e demos lutar, mas acabamos por perder sem baixar os braços e no terceiro jogo houve mais disputa entre as cabo-verdianas e as mexicanas onde poderíamos ter ganho o jogo, que foi decidido no prolongamento”.

Fora do campo, a selecionadora nacional fez uma avaliação positiva em todos os parâmetros onde Cabo Verde foi a unica seleção a não receber qualquer adversão. Também fez referencia a presença dos adeptos cabo-verdianos nas bancadas que sempre estiveram a apoiar o combinado nacional.

“Aprendemos com as experiências do mundo. Eu, selecionadora, tive pequenos encontros com os os treinadores da Espanha e Brasil onde os temas das conversas foram planeamento, conteúdos dos treinos de arreia e fisionomia das atletas de areia. Foi muito rico está minha experiência com eles, que já estão ‘labutando’ há muito. Temos pela frente muito trabalho, muito mesmo, mas tenho certeza que juntos, estado, sociedade, instituição desportivo, a Federação conseguimos alcançar êxitos e vitórias”, afirmou a selecionadora que finalizou dizendo que a parte negativa fora mas lesões das nossas atletas durante os jogos.

Falamos também com a capita da seleção nacional, Jocilene Martins, que também fez uma avaliação positiva.

“Tivemos uma boa exibição nos jogos, não tivemos a sorte de passar para a fase seguinte que era as meias nem de chegar a final. O importante para nós foi a nossa participação, penso eu que conseguimos dignificar o nome do nosso país, apesar dos resultados nós ganhamos muito com as equipas, muita experiencia, muita cultura, conhecimentos. Mas valeu pela experiência”, finalizou Jocilene Martins.

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